13.3.11

Hoje, a nossa pulseira da amizade simplesmente caiu.
Eu não fiz nada, não a cortei, não a forcei, sempre tive orgulho de dizer: Esta é a minha pulseira da amizade com a minha melhor amiga.
E ainda tenho.

Mas ela, hoje, enquanto estava a por a mesa, caiu. O nó cedeu.

Agarreia com muito cuidado com medo que esta se partisse ao meio e nunca mais coubesse no meu pulso.

Não sei se sabes, mas ela para mim significa muito.

E agora? Deito-a fora ou volto a amarrá-la?

Será um sinal? Será que a tua também caiu hoje?

Se calhar é preciso alguns ajustes na nossa amizade.

Alguns: temos de falar, eu penso que... eu gostava que... eu não concordo com... a verdade é esta... eu sinto que...

Como disse ontem, algumas confirmações depois de ouvirmos as respostas e as perguntas.

Para já ela fica comigo. Não a quero deitar fora. Era tempo perdido, era uma amizade demasiado valiosa deitada fora. Sempre a estimei assim como tu.

Mas chegou a altura de sermos as duas as a lutar. De que vale tu lutares se eu não estou com disposição para tal? De que vale eu lutar se tu já não te interessas com a nossa amizade?

A resposta a ambas as perguntas é nada.

A minha simplesmente caiu e, como já disse, basta alguns ajustes para ela voltar para o meu pulso. Se tu cortas-te a tua. Vem dizer-me. Se ainda a tens vem dizer-me.

Eu apenas te vou dizer que a minha caiu. Apenas a verdade. Apenas isso...

Será que basta? É como se estivessemos as duas à beira de um precepício: não temos a certeza de nada, apenas dos momentos que já passámos.

A minha está guardada, mas ainda tenho a outra. Se pensarmos correctamente todas as amizades têm que ter uma zanga para depois ficarem mais fortes. Mas é realmente isso que se passa entre nós as duas? Uma zanga?

Para ti é? Espero que não.

Para mim é? Não de certeza.

Mas não achas que se lutarmos as duas pela nossa amizade, tudo ficará bem? Se dissermos o que pensamos uma da outra, não acaba tudo por se resolver, o que ainda não está resolvido?


A minha pulseira está guardada, esperando um nó mais forte para permanecer no meu pulso.

Porque é isso que eu quero.

A questão é: Tu, queres o mesmo?

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