27.2.11

Hoje, senti-me isnpirada oa ver um filme : Sempre que te vejo e decide escrever este texto. Espero que gostem :)

Eu tinha frio. Muito.
A escuridão tornara-se impossível, mas era um obstáculo que eu não conseguia atravessar ou contornar por cima. Ela dominava-me.
Há quanto tempo estava neste estado? Minutos? Horas? Dias?
Não conseguia encontrar nenhuma forma de voltar ao meu corpo, de me voltar a mexer, porém, a morte nunca mais vinha e isto estava a começar a deixar-me louca. Não conseguia ver, tocar ou falar. O meu cérebro devia estar desconectado do resto do corpo.
Não me doía nada, apenas não me encontrava! Mas sabia que estava frio, como se estivesse dentro de um congelador há mais de um século.
Nunca desejei tanto a minha Morte como naquela altura. A minha mente vagueava sem me encontrar e era difícil andar às escuras.
Mas, pelos vistos, este pesadelo não iria demorar muito mais, visto que o batimento do meu coração começava a perder forças, já faltava pouco para me ir embora desta vida.
Estaria preparada para deixar todos os que me amavam e todos os que eu amava? Não. Não estava, certamente.
Os meus pais e amigos, o meu cão, a minha casa, o meu barco, o mar! Thik tinha-me avisado que não devia partir. Devia ter esperado mais tempo, mas naquela altura, demonstrei uma faceta, muito escondida na minha mente: uma adolescente irresponsável que preferia fugir às responsabilidades do que enfrenta-las. Sabia, agora, que não tinha sido preciso arriscar de tal modo. Nunca fui assim. Sempre assumi os meus erros por mais embaraçosos que fossem. O que se tinha passado? Onde tinha a cabeça? Não sei, não sei! O pânico já tomava conta da minha consciência… Quero viver, porquê eu? O que fiz? Será que isto acontecia a todos os adolescentes que saíam de casa por causa de uma crise emocional que não queriam partilhar com os pais? O mais estúpido é que nem viva com eles! Vivia sozinha com o meu Black (cãozinho), o que me torna ainda mais irresponsável perante a gravidade da situação.
No meio de toda esta tagarelice mental, ouvi um som que não fazia parte daquele momento monstruoso. Eram passos com uma batida forte nas poças de água que se formavam no piso, já anteriormente molhado, seguidos de uma respiração ofegante… Quem seria?
Apenas me apetecia levantar as pálpebras e espreitar para ver quem era louco ao ponto de ir caminhar para um lugar como aquele. Andaria à minha procura? O que queria?
De repente, os passos pararam, para voltarem a investir, desta vez com mais rapidez em minha direcção. Tinha medo. Seria a morte que vinha em forma humana como muitos mitos diziam?
Tentei outra vez, sem sucesso, encontrar as minhas pernas e obrigá-las a correrem. Não consegui, o túnel que me levava de regresso ao meu corpo era demasiado escuro para ser atravessado sem luz, e eu não tinha luz.
Ouvi o meu nome:
--Tess!
Não podia! Aquela voz, tão minha conhecida. Quando pronunciou o meu nome era como se estivesse à minha procura durante muito tempo… Irradiava um gota de alívio no meio de um mar de angústia e frustração.
A voz chegou-se mais perto, questionando:
-Tess, consegues ouvir-me? Quando disse isto, algo escaldante tocou na minha mão prendendo-a. Se me mexesse, tiraria dali a mão imediatamente. Estava quente de mais!
Transformada num sussurro a voz dizia:
--Não, por favor! Tess, não me deixes, não me deixes!
O poder dela era tão grande que parecia que estava a sufocar. Queria acalmar aquela voz, reconfortá-la dizendo que estava bem e para não se preocupar. Queria que ela se acalmasse, voltando a ser aquela melodia espectacular, aquela voz de deus grego, de anjo. Mas os meus lábios não se moviam, e as minhas pálpebras estavam demasiado cansadas para abrirem, permanecendo o meu espírito na escuridão.
No meio disto, o chão desapareceu por baixo de mim, como se tivesse desaparecido ou evaporado. A única coisa que me segurava, agora, eram uns braços fortes, mas ao mesmo tempo muito quentes.
Não tive tempo para gritar, protestar, ou exigir que aquela coisa quem em queimava a pele, me largasse.
A chuva continuava, com mais força, fazendo-se ouvir por cima da respiração dele. Os passos eram rápidos, como se fugíssemos de algo assustador. Não sei quanto tempo me mantive sustentada por aqueles braços, porque na escuridão, o tempo já não era contado…
Continuava com frio, gelada, mesmo após a chuva ter parado.
Agora a respiração dele era mais regular e os passos mais lentos e suaves, como se o monstro que andasse à nossa procura tivesse ido procurar outra presa. Porém eu continuava sem ver e falar, e o meu espírito continuava perdido naquele grande túnel, sem saber por onde seguir.
Senti o ambiente mudar. A chuva já não caía e não existia humidade, logo, como poderia sentir tanto frio, e continuar congelada?
Os braços pousaram-me novamente no chão e ouvi os passos a afastarem-se.
“Não! Não vás! Tira-me daqui! Tenho frio! Por favor!” Gritava o meu inconsciente como se ele, por ventura, pudesse ouvir.
A solidão regressou e o frio aumentou. Logo agora, que ele estava aqui porquê que tinha de se ir embora ?
Não ouvi os passos silenciosos que voltavam na minha direcção, por isso continuava tão angustiada e o pânico dominava-me.
Alguma coisa tirou o casaco que estava em meu redor, fazendo com que eu ficasse irritada. Já tenho frio, porquê que me tiras o casaco? Apeteceu-me gritar. Um grito de fúria e rebeldia. Mas esta ideia desapareceu assim que algo quente envolveu as minhas costas, num abraço forte, permitindo-me relaxar.
As mãos dele eram mais suaves do que alguma vez foi possível. Parecia que ele tinha medo de me partir. Nem queria imaginar o aspecto que tinha naquele momento.
Queria abraçá-lo também e dizer “Obrigada” por ele estar aqui e por ter vindo à minha procura.
O Calor. Como era bom.
Podia sentir a respiração regular dele perto da minha testa, um pouco mais acima. Ele cheirava incrivelmente bem. Cheguei-me mais àquela fonte de calor, com o objectivo de, mais tarde conseguir mexer-me. Ele deve ter notado o que eu queria, porque mal pensei em faze-lo, ela já tinha arrastado o seu corpo de maneira a que o meu ficasse mais quente.
--Assustaste-me sabias? – Questionou, sendo esta uma pergunta retórica, dado o motivo pelo qual eu ainda não conseguia falar.
--Nunca mais voltas a sair sem me avisares. Sabes o quanto eu fiquei preocupado? Sabes o quanto significas para mim Tess? – A voz dele parecia veludo, cetim de tão ternurenta que era. Dizendo isso, uma das mãos que estava nas minhas costas fazendo pressão para que eu não fugisse, veio de encontro à minha face a fim de fazer uma leve carícia.
“Desculpa”. Não queria tê-lo feito sofrer, eu amava-o. “Não foi de propósito.”
Ele deu-me um beijo na testa e depois suspirou. A mão que me tinha feito uma carícia, voltou para as minhas costas envolvendo-me, como se fossem duas cordas de aço. Já o meu corpo, continuava imóvel.
--Não vou a lado nenhum até recuperares os sentidos. - prometeu – Mas fica boa rápido, porque tenho que dizer aos teus pais que estás bem.
O quê? Ele tinha contado aos meus pais? Nesta altura já nada era impossível, e acho que até os meus avós que viviam na Florida sabiam que eu tinha desaparecido.
--Eu estou aqui. – murmurou.
E nisto o momento tornou-se tão perfeito que eu apenas queria dormir, enquanto ele fazia festinhas no meu cabelo, ainda molhado por causa da chuva.
E foi mesmo isso que aconteceu. Adormeci, ainda com medo de não voltar a acordar.

23.2.11

Não devia ter lido o que li...assustou-me e pensei "será derigido a mim?"

Certezas, não as tenho...
 Talvez...
Já mo podias ter dito, preferia assim.

Só aquela palavra mudou tudo:
"...MAS"

Agora fiquei triste, e preocupada.



Tambem gosto de ti,

S

22.2.11

Serei suficiente forte para enfrentar esta vida sem ti?

Sei a resposta: NÃO!

Não fassas com que as coisas se tornem mais complicadas para, mim...




Pedi desculpa, apesar de tu não saberes porquê. Já aconteceu uma vez e não quero voltar a perder-te Maria João Simões Coelho :')

16.2.11

Segunda-feira:

Intrevalo das 10h:

Esatava a ir para o pavilhão quando a R chamou-me:

R: Carolina!
C: Olá.
R: Olha, ele vem cá hj ao colégio.
C: Quem?
R: O D, vem cá ver a L.
C: A que horas?
R: Não sei, foi a L que me disse. Pergunta-lhe.
C: Humm ok.

Mais tarde...

(Balnéarios)

C: MJ, o D vem cá hoje.
MJ: Vem verte?! Q bom.´
C: Não não é a mim, é a L.
MJ: A q horas vem?
C: Não sei, a R disse-me para eu ir falar om a L, mas talvez na hora de almoço...
MJ: eu vou lá cnt até ao portão.

(Aula de ef)

C: Q, chega cá.
Q: Hãn?
C: Vem cá.
Q: Que foi?
C: Olha a R disseme que o D vinha cá hj.
Q: Haaa, eu se imas ele já não vem, mandei-lhe um sms ontem e ele disse que não vinha.
C: Humm, não sabia...

No outro intrevalo...

C: R, falei com a F mas ela disse que elenão vinha hj.
R: Tu falaste com ela?
C: Olha se fosse a mesma cena cmg tmb queria que ela me contasse... Mas saboias que ele não vinha hj?
R: A L disse-me agora que ele afinal já não vinha...



Pois, tanto stress e dps nada.... :|

14.2.11

Sabes que mais?


Não são as tuas palavras que me ofendem ou as teus ''ignora-a'' que me vão por em baixo.



E PONTO FINAL (.)

10.2.11



Nem tudo é assim tão simples... Morrer, não é a melhor forma de resolver os nossos problemas...


Ou será?

9.2.11

Eu vejo-os...



Louca?!
Maluca?!
Doida?!
Psicopata?!

Talvez...

Eu vejo-os e sinto-os...
Sou parte deles e eles parte de mim...





 [espiritos?]                                                                                                                        [imaginários?]

2.2.11

O Azul e o crime

Existem vários tipos de azul: o azul-bebé (aquele que se veste aos rapazinhos quando são pequeninos como se fosse um bilhete de identidade); o azul-marinho ( que transmite a cor do mar; deve ser por isso que tem esse nome, mas, agora, com os mares e os rios todos poluídos, mais parece cinzento que azul); o azul-escuro (aquele que lembra a noite com lua cheia rodeada de estrelas cadentes e brilhantes) e o MEU azul.                                                                             O Meu azul é uma cor magnífica: é a cor dos meus olhos, olhos de um anjo como costumam dizer.                                                                                                                                                  Para alguns, os meus olhos são apenas azuis, mas eu vejo-os como um espelho que reflecte a minha vida: são a junção da magia com a ciência, do possível com o impossível, do escuro da noite com a luz do dia, do ódio com o amor. Tudo isto dá a cor dos meus olhos, um azul demasiado vivo para poder existir, demasiado fantástico para ser real, demasiado potente para ser tão frágil, demasiado expressivo, demasiado inocente para ser mentiroso, um azul mágico que pode desaparecer com um simples piscar de olhos.                                                                            Se pudesse juntar todas estas sensações numa só palavra, ficaria demasiado difícil: talvez  Amor? Ódio? Magia? Olhei-me ao espelho e percebi  o que era, realmente a minha vida - a minha vida era vivida à volta do crime. Crime! Era essa a palavra que transmitia tudo o que os meus olhos eram : mortíferos. Porquê? Porque tudo o que está presente nos meus olhos está presente no crime.                                                                                                                                                     Cada crime tem magia: a forma como o vilão aparece, a forma como ele sabe a rotina diária da vítima, a forma como depois se suicida. O vilão sempre se ilude, acreditando que vai poder fugir da esquadra. De onde vai tirar tanta fé? Da magia, certamente.                                        A ciência abre portas para o crime perfeito: a forma como o ‘’mau’’ ataca, se vai usar luvas ou não, que tipo de arma vai utilizar, se vai aparecer de surpresa. Tudo isto é estudado muito bem pelo criminoso para que, na hora certa, saiba o que fazer e não haja uma única falha…  Se, na hora do crime, o assassino se esquecer das luvas, deixar impressões digitais e for reconhecido pela vizinha da vítima e esta tiver apontado a matrícula do carro, como irá escapar-se da prisão? Impossível.                                                                                                                                      É nestas e noutras alturas que a nossa mente nos engana, que a nossa mente nos faz cair num buraco fundo,             porque, nestas ocasiões, se o vilão se aperceber do erro que cometeu, arranja uma alternativa melhor : matar-se. Se o criminoso o fizer, não vai parar à cadeia, mesmo que tenha pintado o quadro a guaches sem avental.                                                                                            A maioria dos crimes passa-se à noite ( por isso  a noite provoca-nos  medo e insegurança, principalmente quando falta a luz em nossa casa), quando, geralmente, a vítima escolhida está embriagada.  Mesmo que não morra não se irá lembrar, da cara do criminoso nem de nada que seja útil para a polícia, tudo por causa da ressaca … Mas se a ‘’presa’’ não sobreviver ao ataque do leão, só vai ser encontrada morta, num compartimento da casa depois de a família ter ligado e ficar preocupada porque o destinatário não atendeu;  após 24 horas sem notícias, é chamada a polícia, em plena luz do dia, para saber o que aconteceu. É desta forma que a escuridão  da noite e a luz do dia estão ligadas ao azul.
O ódio e o amor estão,  sempre, ou na maioria das vezes, presentes nos piores crimes. Chamamos-lhes piores porque a vítima não foi morta rapidamente. Não! Os vilões gostam de ficar para ver ou fotografar com a máquina fotográfica digital. Sentem-se ávidos de dor e de angústia e por isso vai tudo muito devagarinho; cada grito é apreciado de uma maneira irreal, como se fosse um gelado de baunilha que é saboreado muito devagarinho ou então um copo de água, depois  de extensas horas de desidratação, que é bebido não em um, não em dois, mas em mais de três goles, para ter tempo de refrescar a garganta e sentir o fresquinho. Mas, no caso do vilão, ele quer é matar a sede do ódio e isso só se consegue de uma maneira: ver a vítima a gritar de dor, a suplicar, a chorar… É assim.                                                                                                 O amor é a causa dos grandes homicídios nesta vida em que o crime fala mais alto, porque, na maioria, está sempre uma mulher envolvida.                                                                              Aconteceu um caso deste tipo há pouquíssimo tempo. A rotina diária de uma mulher casada, vulgar, com três filhos, não era a mais correcta, tendo em conta que todas as terças feiras à noite se encontrava com o amante no quarto 235 do hotel ‘’Tivoli’’. Porém, numa dessas terças-feiras, a mulher não apareceu, no lugar dela, apareceu um homem na casa dos 40, bem vestido, com um fato de gravata azul (este é cá dos meus!). Garanto-vos uma coisa: nada se ouviu, mas mesmo nada, nada, nada. E, trinta minutos após a sua chegada o homem saiu apressadamente com um grande sorriso nos lábios, como se tivesse ganho a lotaria. E ganhou, mas não da forma mais conveniente: descobriu que a mulher dele tinha um amante. Seguiu-a e através recepcionista descobriu quem estava lá dentro, em que quarto e outros detalhes. Hoje, soube que o homem vestido de azul, na casa dos 40, é suspeito de um homicídio que aconteceu no quarto 235 do hotel ‘’Tivoli’’. O amor pela mulher e ódio pelo sujeito que lha roubou.                                                                                                                                                            Porque nem sempre o vilão se veste de preto e, lá pelo facto de estar muito bem vestido, não quer dizer que não tenha uma arma branca escondida no bolso das calças.                                               O crime está nos meus olhos, corre-me nas veias e por isso dedico-me a ele de corpo e alma, não para matar ou roubar, mas para prender, investigar e resolver. Porque os meus olhos são mortíferos apenas para os maus, apenas para os que se vestem inteiramente de azul, escondendo as armas no bolso das calças, para os que sabem o verdadeiro significado da cor dos meus olhos.                                                                                                                                               --Jenny! Está na hora! – grita o chefe.                                                                                                    Pois, tem que ser, acabei de receber uma chamada do hotel ‘’Tivoli’’ a dizer que um homem tinha sido, hoje de manhã, encontrado morto no quarto 235. Pois, é agora, chegou o momento, em que eu, Jennifer Swan, e os meus olhos entramos em acção, de maneira a descobrir o vilão da história do conto de fadas.   Eu e o homem na casa dos 40 temos contas a acertar: ou já as acertou com Deus, ou vai acertá-las na prisão, como todos os outros.                                       O que os meus olhos transmitem é o causador de tudo: homicídios, assaltos, suicídios, gangs,…                                                                              
E existem pessoas que em vês de querem deixar de ter os olhos azuis, preferem viver com eles para sempre, porque o crime lhes corre nas veias e preferem ser presos ao poderem prender.




Estudar!!!!! ARGHHHH!